A LEI ZERO DA ROBÓTICA / Nelson de Castro Senra
"Já em 1948, Alan Turing explorava a possibilidade de criar o que chamou de “máquinas inteligentes”, e em 1950 sugeriu que computadores acabariam sendo tão inteligentes quanto os humanos e poderiam ser capazes de se passar por humanos."
"Enquanto duas décadas atrás era comum falarmos apenas em "computadores”, hoje nos vemos falando em algoritmos, robôs, bots, IA, redes ou nuvens. Nossa dificuldade para decidir como chamá-los é importante."
YUVAL NOAH HARARI - (Nexus. Uma breve história das redes de informação, da Idade da Pedra à inteligência artificial. São Paulo: Companhia das Letras, 2024, p. 206 e p. 227.)
A tecnologia havia avançado. Houvera ganhos, e perdas também. Falar dos ganhos era comum, parecia haver certo consenso. As perdas, nem sempre visíveis, se vistas, eram minimizadas ou mesmo camufladas. Assim sendo, valia pagar as perdas; ao menos parecia. No ensino, por exemplo, só teria havido ganhos. Os alunos aprendiam as matérias mais rápido, já que usavam sínteses; quanto às leituras, então nem se fala, lia-se mais, muito mais, como nunca antes. Não se perdia tempo com tantas páginas, ia-se logo ao cerne da história, fosse um conto, uma novela ou um romance. Todos os livros – até os didáticos – eram sintetizados, mais que isso, simplificados. Os alunos adoravam, e não há que negar que os professores igualmente gostavam, pois lhes cobrava menos esforço – dado o pouco que ganhavam. Mas isso não era unânime, havendo um movimento de retorno aos estudos e às leituras mais amplas, mais abrangentes. E tanto se lutou por isso que se conseguiu promover uma mudança, mas, ainda que tudo tenha sido muito bem planejado, nada se deu como o esperado.
NELSON DE CASTRO SENRA é Doutor em Ciência daem Ciência da Informação (ECO / UFRJ), Mestre em Economia (EPGE / FGV-RJ) e Bacharel em Economia (UCAM-RJ). É sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro – IHGRJ (onde ocupa a cadeira 38, patrono Noronha Santos). Pesquisador e Professor no IBGE (aposentado), por longo tempo, quando atuou nos campos da produção e da disseminação da estatística, daí passando a dedicar-se ao campo da pesquisa sócio-histórica da atividade estatística. Em todos esses campos de atuação é autor de vários livros e textos (e segue atuando nesse campo de pesquisa). Entrementes, vem atuando numa linha de memórias familiares e temas afins:
1) Em busca do amanhã (2018), 2) Idas e vindas pelo mundo (2020), 3) Herança do Santo Ofício (2020), 4) Idas e vindas pelo Brasil. Memória quase perdida (2021), 5) A trajetória jurídico-política de um monarquista provinciano: Joaquim Barbosa de Castro, Barão d’Além Paraíba (2023), 6) Raposo Tavares, um dos mais notáveis bandeirantes (2024; logo sairá uma 2ª edição revista e ampliada). Além disso, como distração, escreveu algumas pequenas aventuras ficcionais: Confissões de um artista nas brumas e Memórias de um escritor nas sombras (2021; ambos os livros), ao que seguiu O escolhido (2022), Supressão da escravidão (2023, como uma ucronia) e A Lei Zero da Robótica (2025, como uma distopia). É autor de cinco histórias infantojuvenis bilíngues (português e inglês).
Serviço:
A Lei Zero da Robótica
Nelson de Castro Senra
Contos
ISBN 978-85-366-7018-8
Formato 12 x 18 cm
84 páginas
1ª edição - 2025

