Matheus Souza Zanardini - Autor de:Assim nasce o silêncio

Matheus Souza Zanardini. Nascido em Santa Catarina, em agosto de 2004, filho de professores da área de educação no ensino superior, é estudante concluinte do ensino médio, e escritor de poesia. Participa regularmente das antologias poéticas organizadas pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE), e prática ilustrações. Em 2016, iniciou pequenas produções na área de poesia e artes visuais, e, embora sua escrita não esteja diretamente vinculada à uma escola literária específica, suas ilustrações podem ser compreendidas no espectro do surrealismo distópico da arte contemporânea.

Assim nasce o silêncio
É a narrativa de uma jornada introspectiva do protagonista anônimo e da forma com que sua mente transforma palavras em silêncio. A obra acompanha a forma com que este processo isola os instantes provenientes da linguagem artística, enquanto estes ecoam de múltiplas formas no fazer poético do protagonista. Este, por sua vez, involuntariamente passa a transformar as relações de sentido das palavras líricas em densas construções mentais, até que estas se esvaziem com o tempo e tornem-se silêncio, revelando o verdadeiro sentido de cada palavra que as construiu. Para tal propósito, o texto conta como palco o arranjo meta-artístico entre a poesia em sonetos, a prosa poética, e ilustrações, repetindo em manifestações artísticas os diálogos estabelecidos pelo pensamento do protagonista.


Entrevista

Olá Matheus. É um prazer contar a sua participação no Portal do Escritor

Do que trata o seu Livro?
O livro é um ensaio literário acerca do papel do silêncio na linguagem artística, apresentando a argumentação de que a linguagem humana é feita de palavras, e tais palavras valem tanto quanto o intervalo que as separa. Tal intervalo é o silêncio; o ponto linguístico que culmina na transformação dos instantes em ideias, estabelecendo para cada intervalo vivido um novo ponto de partida para que a linguagem seja estruturada e efetuada novamente.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?

A ideia surgiu a partir da reflexão de interpretar o que significaria o silêncio, visto que nas nossas vidas jamais poderia haver um momento de suspensão absoluta de ruídos ou de como estes ressoam na mente. Então, deparei-me com a ideia de propor uma nova interpretação ao termo e sua significação, construindo através da literariedade um silêncio que representaria não a ausência de sons, mas sim a transição entre as palavras e os estados que as carregaram. Quanto ao público ao qual a obra se destina, ela não é designada para um público específico, podendo ser direcionada para qualquer pessoa.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Pretendo publicar mais dois livros, ao menos; um dos quais já está finalizado, e outro já está em produção; planejo compor assim uma trilogia onde cada uma das obras representará, respectivamente, o silêncio, o passar do tempo, e a tristeza. Meu próximo livro a ser publicado chama-se Contos Etéreos de Vidas Mundanas, e trata-se de uma composição de contos escritos em prosa poética acerca da dilatação do tempo através da forma com que percebemos o passar dos instantes em nossa compreensão.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É, sem dúvidas, um cenário triste, visto que o incentivo pela leitura é cada vez mais escasso, e, quando ocorre, tende a valorizar exclusivamente obras estrangeiras.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a editora através de meu tio, que também é autor de um livro publicado por esta respeitada Editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Em valorização de meu trabalho e do processo de produção da obra, eu diria que meu livro vale a pena ser lido, pois considero que este pode apresentar ao menos um leve entretenimento de algumas horas, além de conter uma reflexão não muito conter uma reflexão não muito comum sobre o grau interpretativo do silêncio, de sua importância, e paradoxal valorização para manter o valor atribuído à relação de sentido das palavras. Aos meus leitores, tenho um agradecimento e um convite a serem feitos: primeiramente, muito obrigado pelo apoio através da leitura de meu livro, e, segundamente, convido-vos a conhecer, futuramente, minha próxima obra: os Contos Etéreos de Vidas Mundanas, que deve ser publicado até o início de 2023.

Maria Cristina Andersen
Revista do Livro

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