Nemer Martins Tarraf - Autor de: MEU NOME NÃO É SOFIA!

Nemer Martins Tarraf nasceu em São Paulo, em 1979, e formou-se em Medicina em 2004, pela Universidade Metropolitana de Santos; especializou-se em Cardiologia e fez MBA em Economia e Gestão em Saúde.
Como médico, atua como cardiologista e gestor em saúde pública e privada. Há alguns anos idealizou startup na área de reabilitação de pacientes, baseado em inteligência artificial e realidade aumentada, sendo oHead na MG Keeping. Com passagens pelo Exército Brasileiro, atuou como oficial médico em guarnição de fronteira, foi preceptor do Hospital-escola e atualmente é professor universitário, lecionando a disciplina Cardiologia na faculdade de Medicina.
No início da pandemia de Covid-19, juntamente com sua esposa, também médica, e suas filhas, deixou São Paulo e transferiu-se para o Nordeste, para estar na linha de frente contra o coronavírus, atuando como médico plantonista, gestor do departamento de emergência e – sobretudo - pai de família.
Escritor por paixão desde muito jovem, está lançando agora pela Editora Scortecci seu primeiro livro.

Meu nome não é Sofia!
Parece título de romance ou novela... mas este livro nada tem de romanceado ou novelístico. Infelizmente, ele é inteiramente baseado na realidade, na mais trágica, sombria e assustadora das realidades.
Por que, então, Meu nome não é Sofia!?
Você mesmo, prezado leitor, descobrirá o motivo, quando fizer a leitura deste livro apaixonante, que contém o depoimento dramático e as reflexões de um médico brasileiro empenhado na luta contra o Covid-9.
Não é o livro de um médico, escrito em linguagem médica para outros médicos lerem. É o livro de um ser humano, escrito para outros seres humanos. É um livro carregado de emoção, sem a frieza com que os médicos normalmente se apresentam, para ser lido, saboreado e meditado por todos os brasileiros

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Entrevista

Olá Nemer. É um prazer contar com a sua participação no Portal do Escritor

Do que trata o seu Livro?
O livro foi elaborado e escrito, em meio a correria de uma médico diretamente envolvido na luta contra a pandemia e seus maus efeitos.
Infelizmente, ele é inteiramente baseado na realidade, na mais trágica, sombria e assustadora das realidades, com uma visão sincera do que foi vivido durante esse período.
Ele contém o depoimento dramático e as reflexões de um médico brasileiro empenhado na luta contra o Covid-19.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Há muitos anos eu queria e precisava escrever um livro, falando da profissão médica para o grande público, constituído por leigos, tentando fazer os não médicos entenderem a nós, médicos.
Dessa forma considero uma obra para todos, evitei termos técnicos ou definições mais complexas, para que fosse de entendimento para todos os tipos de públicos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Escrever é apaixonante, algo viciante! Acredito que seja um de muitos sonhos literários. Acho que escrever é uma forma de expressão maior, algo que transcende o palpável e que traz a tona o impossível. Nossos sentimentos influenciam nossas palavras, servem como pontes entre o que vivemos e o que desejamos. As palavras são fonte de inspiração para aquilo que almejamos. As palavras de um livros são pedaços pequenos de nossa alma e por isso que tenho certeza de minha vontade de continuar nessa trajetória!

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sabemos da realidade brasileira, mas acho que isso torna mais interessante esse desafio.
A propósito, quem se arrisca com Literatura neste mundo de coisas utilitárias e tecnológicas de hoje em dia, às vezes se vê instigado a responder de bate e pronto: para que serve mesmo a Literatura? A resposta parece óbvia, mas na hora de responder de forma objetiva, acaba-se caindo em saia justa.
É necessário a passos de formiguinha plantarmos essa sementinha em todos, tornar interessante algo que está sendo aos poucos esquecidos.
A maior vitória vem de dentro, de como conduzimos as adversidades e como podemos tocar o coração dos que nos rodeiam. Isso faz parte da literatura e acho que isso que foi diminuído, a forma como a leitura pode servir como alicerce para a formação do caráter.
A literatura é realmente o único instrumento capaz de mudar os preceitos básicos. Ela não é a salvadora, mas a base para uma melhor e maior avaliação do todo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Sempre fui de ler muito, talvez minha profissão e minha inspiração sejam partes disso! A editora fez parte de minha minha formação literária através de inúmeras obras que tive a oportunidade de ler e que são de sua finalização editorial e gráfica.
Sendo assim, ciente da qualidade, foi onde encontrei a solução para o desfecho dessa obra.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Usado no contexto moral, mérito geralmente indica a situação em que algo ou alguém merece louvor, destaque, reconhecimento ou gratidão. Ter mérito significa, portanto, merecer ou ser digno de louvor e reconhecimento.
O homem é feito visivelmente para pensar; é toda a sua dignidade e todo o seu mérito; e todo o seu dever é pensar bem. Acredito que o livro merece ser divulgado, pois mostra como a realidade apunhala os sentimentos e nos faz pensar em como somos grandes, mas em muitos momentos impotentes.
Se minha obra tem mérito? Para isso, o desejo de leitura deveria ser de forma espontânea ou qualificando o esforço à custa de muito sacrifício para sua elaboração. Para tal, é necessário que o leitor desperte a curiosidade e de essa chance para a leitura desse livro! No fim, acho que maior que o mérito, será a cumplicidade que cada um vai ganhar junto ao que foi colocado.

Maria Cristina Andersen
Revista do Livro

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