Pedro F. Toledo - Autor de: MENSAGENS FRANCESAS

Pedro F. Toledo é engenheiro, nasceu e reside no Rio de Janeiro. Escrever sempre foi uma de suas paixões. Durante os 39 anos de vida profissional, dedicou-se somente à redação de documentos técnicos.
Em 2006 lançou o livro A Teia do Caracol e em 2008, O Efeito Antuérpia, ambos em parceria com Marcio F. Kneipp.
Posteriormente, em 2013, publicou Raptando Segredos, no qual estreou como único escritor. Em 2016, com O Farol de São Matias, em 2018 com O Veneno de Malthus e em 2020, com O Reflexo de Perseus, repetiu a dose. Agora, entrega aos leitores seu sétimo livro.

Mensagens Francesas
Na segunda década do Século XXI, quando André encontrou um bilhete de seu avô, cinquenta anos depois de escrito, não imaginava os impactos que tal descoberta teria em sua vida e de seu filho Gabriel.
Implicaria em uma procura incessante em cidades medievais da Europa, por um objeto muito valioso, do qual sequer tinham noção de seu conteúdo. Porém, confiavam na veracidade das informações que lhes foram transmitidas.
Além das dificuldades e incertezas da busca, outros interessados também aparecem para disputar essa herança, obrigando pai e filho a eleger a opção mais vantajosa entre a confrontação e a negociação. Tratava-se de uma escolha complexa, pois supunham inicialmente que o legado deveria pertencer somente a eles.
Nessas circunstâncias, como identificar os aliados e os antagonistas? Além disso, quem estaria agindo nas sombras, à procura desta mesma preciosidade?

ENTREVISTA

Olá Pedro. É um prazer contar a sua participação no Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
O livro é ficcional. Embora alguns personagens tenham sido inspirados na vida de pessoas reais, estas foram retratadas com nomes e situações alterados, para evitar sua identificação.
A narrativa conduz o leitor em meio a uma viagem turística por nada menos de 26 cidades medievais da Europa, destacando principalmente sua história, arquitetura, gastronomia e enologia. Foi um trabalho de pesquisa bastante trabalhoso, mas altamente compensador.
Este romance difere, por sua natureza, de minhas obras anteriores já publicadas. Neste não há ameaças globais e nem a intervenção direta de sociedades secretas ou semissecretas. Por outro lado, meus leitores habituados a encontrar situações e cenas de enigma e mistério em minhas narrativas anteriores, não deverão se decepcionar com o enredo deste livro.
Não procuro responder explicitamente a estas perguntas que se seguem e que estão formuladas de modo tácito no romance. Espero que o leitor fique atento a elas ao longo do folheio do texto: Qual seria nossa atitude se confrontados por circunstâncias de perigo, ou extemporâneas? Temos absoluta certeza qual seria nossa reação? Qual a melhor opção, confrontar ou negociar? Como reagiríamos se, para realizar nossos planos ou atingir ideais, nos deparássemos com dificuldades de maior monta? Teríamos perfeita e correta noção de nosso apetite? Qual seria nossa resposta perante uma reviravolta em nossas vidas? Até que ponto estaríamos dispostos a pagar os ônus para obter os sonhados benefícios? Da mesma forma, em que parâmetros nos basearíamos, para formar uma opinião sobre o caráter dos que nos cercam?

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia inicial surgiu logo após ter concluído o livro anterior – O Reflexo de Perseus. Por que não escrever um livro como um roteiro turístico, inserindo uma trama paralela em meio às viagens de seus personagens? Neste contexto encaixei alguns protagonistas reais, devidamente camuflados.
A obra se destina a um público jovem e adulto, que aprecia romances leves, porém intrigantes e deseja veracidade e consistência na narrativa.
Por outro lado, como disse o Mark Twain A realidade é mais estranha que a ficção, mas isto ocorre porque a ficção é obrigada a seguir a probabilidade, ao passo que a realidade não!

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Talvez devido à minha natureza introvertida, escrever ficção sempre foi uma espécie de necessidade. Aos dez anos de idade escrevi um roteiro para uma aventura de um capítulo único na Rádio Nacional, posto que, uma vez ao mês, eles abriam a programação para roteiros enviados pelos ouvintes. Tive a satisfação de ouvi-lo interpretado por rádio-atores consagrados.
Na juventude e início da idade adulta escrevi histórias policiais, que no entanto nunca tentei publicar. Escrevi também uma peça de teatro para um festival de teatro amador. Esta eu tive o prazer de vê-la representada em três oportunidades.
Posteriormente eu me formei em engenharia mecânica e durante as quase quatro décadas de vida profissional, parei de escrever ficção e me dediquei exclusivamente à linguagem precisa das especificações, relatórios técnicos e documentos afins.
Em 2006, em parceria com um amigo, infelizmente falecido em 2018, resgatei minha paixão por escrever histórias de ficção e publicamos A Teia do Caracol e dois anos após, O Efeito Antuérpia foi também publicado pela dupla.
A partir de 2012/13 passei a escrever como autor único. Publiquei Raptando Segredos e não parei mais. Em 2016 entreguei aos leitores O Farol de São Matias e em 2018 O Veneno de Malthus. Em 2020 O Reflexo de Perseus foi publicado pela Scortecci e agora, também com a Scortecci, tive a alegria de ver meu sétimo livro publicado, o Mensagens Francesas.
Procuro pautar todos os meus livros, com um lastro de realidade e a exemplo de inúmeros outros autores, gosto de apresentar certos pormenores, que a meu ver contribuem para conferir um caráter realista ao relato. O fato de durante muito tempo ter me dedicado à textos técnicos, se reflete também na narrativa de meus livro ficcionais, tornando-a mais precisa e atrelada a eventos factíveis, fugindo da fantasia.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A concorrência é muito grande! Há no mercado escritores de primeira linha, que apenas não se tornaram ainda conhecidos do grande público, por falta de oportunidades.
Conforme já me expressei em uma entrevista anterior, penso que o Brasil é um país com relativamente poucos leitores vorazes. Somente um investimento maciço em educação pública de qualidade, como fizeram, por exemplo, a Coreia do Sul e a Finlândia, poderia transformar esta realidade.
Por outro lado, deve ser levado em consideração o grande movimento que ocorre nas Bienais do Livro. Contudo, posso estar enganado, mas entendo que seja um movimento pontual. Muitos daqueles que comparecem às Bienais, estão ali em decorrência do evento e não são leitores costumazes, que leem, por exemplo, um livro a cada mês.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Há muito namorava a Scortecci como editora e já havia inscrito meu nome para receber notícias sobre lançamentos e eventos promovidos. Em 2020 decidi publicar meu sexto livro com a Scortecci e tive uma experiência gratificante. É uma empresa muito séria em todas as etapas da edição. Os profissionais que a integram são muito competentes e gentis no trato com os escritores. Esta seriedade se prolonga na fase de distribuição e comercialização dos livros. No momento em que terminei a preparação de meu sétimo livro, Mensagens Francesas, não hesitei em escolher a Scortecci para publicá-lo.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Creio que os leitores poderão imergir no mundo das cidades medievais europeias. Beberão de sua história e tomarão conhecimento de seu aspecto e arranjo geral, bem como se deliciarão com as atividades desenvolvidas pelos personagens, ao singrar pelas estreitas ruelas e admirar a peculiar arquitetura que lhes é descrita em detalhe.
Não obstante, em meio a um universo com tantos talentosos escritores, creio ser muita pretensão julgar que meu livro, em particular, merece ser lido. Todavia, acredito que minha obra Mensagens Francesas, cativará a atenção do leitor e lhe proporcionará uma emocionante viagem. Não apenas turística, mas também por outros aspectos da cultura, os quais, quem desejar saber, terá de ler o livro!

Maria Cristina Andersen
Revista do Livro

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