Martha Meirelles Salotti - Autora de: Contos, Crônicas e Poemas

Martha Meirelles Salotti é paulistana, nascida em maio de 1954, vivendo sua adolescência nos anos de chumbo da ditadura militar, ao perceber perdas de intelectuais e operárias começou a escrever poemas muito elogiados por seus professores. Entretanto os textos e poemas da obra são na sua maioria mais atuais e sua forma de escrever é a seguinte: quando um tema lhe interessa começa a escrever, caso comece a se emocionar o texto vira poético, de outra forma se seu senso crítico é mais aguçado surgem contos e crônicas. Resolveu organizar este livro, ao ver o impacto que o poema A Lama causou aos leitores do jornal Diário do Grande ABC quando publicado na coluna Poesia do Leitor.

Contos, Crônicas e Poemas
É uma obra costurada ao longo da vida de Martha Meirelles Salotti. A princípio, influenciada pela obra de Fernando Pessoa e seus heterônimos e também pelos poemas de Camões, Martha produzia poemas muito elogiados por seus professores na escola pública de boa qualidade em que estudava. Os professores também a orientaram a fazer um teste vocacional, pois Martha tinha boas notas em todas as matérias. Para a surpresa da jovem, o teste revelou que sua melhor atuação seria no campo das exatas. Tendo passado no vestibular para Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), Martha enfrentou muitas dificuldades na faculdade, tendo se decepcionado com o curso. A autora, que já morava no ABC paulista, foi fazer Matemática numa faculdade particular. Concluindo o curso, trabalhou por 31 anos no magistério público estadual e municipal de São Paulo. Aposentou-se como supervisora escolar e durante todo esse tempo continuou a produzir textos, que, mais longos, se transformaram em contos e outros em crônicas e poemas. Resolveu publicar seus trabalhos depois de ter enviado um poema, A lama, para o jornal Diário do Grande ABC e perceber o impacto que ele causou em muitas pessoas.

ENTREVISTA

Olá Martha. É um prazer contar com a sua participação no Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
Trata de relatos sobre minha vida profissional como educadora no ensino público do estado de São Paulo, além de textos sobre minha vida familiar e poemas sobre os mais variados temas que são muito pungentes.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Enviei um poema meu denominado A lama sobre os desastres ambientais em Minas Gerais, para o Jornal Diário do Grande ABC, pois resido em Santo André e fiquei impressionada com a repercussão que houve quando o Jornal o publicou. Como possuía mais material sobre Educação e alguns do meu cotidiano resolvi publicar meu livro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Já escrevi outro livro como organizadora, Bandeira Sertaneja que fiz auxiliando meu pai que foi um grande batalhador do gênero e pretendo organizar uma segunda edição deste livro pois tenho muitas entrevistas e outros materiais dos fãs de meu pai. Pretendo ainda fazer minha biografia mas isto ainda vai demorar um pouco.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Somos rebeldes pois mesmo sem sermos valorizados continuamos a escrever e deste modo influenciamos os que nos cercam. Vejo isto pois tenho um filho também educador que escreve sobre assuntos relacionados a vida profissional dele e já tem grande número de seguidores.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de um amigo de trabalho, que editou um romance pela Scortecci, na época não fiz nada além de mandar 04 poemas meus para serem publicados numa das edições de Antologias da Scortecci, só mais tarde depois de aposentada tive tempo para escrever mais e publicar os dois livros.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim pois além de textos que podem auxiliar muitos professores, meus poemas mexem muito com a emoção daqueles que leem e na parte de minha vida familiar me volto muito para meu pai que foi um artista fabuloso.

Maria Cristina Andersen
Blog do Escritor

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