Maria Francisca dos Santos Lacerda - Autora de: Acendendo Estrelas

Maria Francisca dos Santos Lacerda é mineira de Itambacuri, reside no Espírito Santo desde 1992. Acolhida pelos capixabas, com título de cidadã Espírito-Santense, Cidadã de Vitória, Cidadã de Vila Velha e condecorada com a medalha Maria Ortiz (da Assembleia Legislativa).
Mestre em Direito, Juíza de carreira, foi Presidente do TRT-ES, biênio 2003-2005.
Colaborou em coletâneas jurídicas, dentre as quais O Mundo do Trabalho e as Novidades Normativas, com o capítulo: Cooperativismo: Castigo ou Redenção? (LTr-2014) e autora de Ativismo-cooperativo na produção da prova: garantia de igualdade das partes no processo civil (LTr- 2011).
Hoje, Desembargadora do Trabalho aposentada, dedica-se à literatura, como poeta e cronista, tendo colaborado em várias coletâneas, inclusive de quatro livros do grupo nacional JuizesPoetas@, autora dos livros Sal, Pimenta e Ternura (poemas) e Caminhos-prosa e verso pela Ed.Protexto. Escreve no blog mariafrancisca.blog.br.
Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni e Membro Efetivo da Academia de Letras de Vila Velha, cadeira 26.

Acendendo Estrelas
É um livro de crônicas. A autora, cuidadosa observadora de pessoas, retrata o dia a dia, a vida de gente simples, o amor pelo trabalho, a luta pela sobrevivência. São os acendedores de estrelas. Textos leves, bem humorados, ternos, que nos fazem refletir sobre a alegria da vida, a educação, a saúde, a aposentadoria, a velhice, enfim, o pulsar diário que nos incentiva caminhar, descobrindo o brilho em cada um dos passantes, apesar das muitas tristezas deste mundo conturbado. Mesmo quando denuncia as mazelas do nosso tempo, a autora o faz de um jeito especial, com leveza. Como autêntica acendedora de estrelas, faz resplandecer o brilho de cada pessoa que
ela observa.
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ENTREVISTA

Olá Maria Francisca. É um prazer contar com a sua participação no Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Acendendo Estrelas é um livro de crônicas. Trata dos fatos da vida. Vida de pessoas simples – seu amor pelo trabalho, ou sua luta por viver. Leves, bem humorados, ternos, os textos falam de educação, saúde, aposentadoria, velhice, enfim, o pulsar diário que nos incentiva a caminhar, apesar das muitas tristezas deste mundo conturbado.
É destinado ao público adulto, mas como são textos leves, pode ser lido por todos, até por crianças. Aliás, há uma crônica que foi escrita em parceria com meu neto Leonardo, quando ele tinha cinco anos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sempre gostei de escrever. Na minha profissão, a palavra é a primeira ferramenta. Então, novidade alguma escrever. Publiquei diversos artigos jurídicos, livros em parceria, livro-solo, mas de literatura a publicação começou em diversas coletâneas (Poetas do Espírito Santo), depois, o primeiro livro, de poemas, em 2007: Sal, Pimenta e Ternura. Em 2010, juntei-me a um grupo denominado JuizesPoetas@, que congrega juízes literatos de diversos ramos do judiciário e de diversos estados do Brasil. Esse grupo já publicou 4 livros. Até incentivou a Associação dos Magistrados Trabalhistas a realizar um concurso literário que resultou num belo livro, que acabei de receber, com um poema e uma crônica de minha autoria. Em 2015, saiu Caminhos: Prosa e verso e, agora, Acendendo estrelas.
Sou membro da Academia de Letras de Vila Velha, Cadeira 26, e membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni, MG.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
No livro há uma crônica sobre a vida de escritor. É difícil viver de literatura. Verifico que todos os escritores têm outra profissão e parece que sempre foi assim. Jornalistas, juízes, funcionários públicos, médicos, advogados, professores etc. Os leitores só querem saber de internet, resenhas, resumos... Leitor tradicional está escasseando. E o Poder Público não incentiva, aliás, prejudica, porque as leis de incentivo são tão escassas que pouca gente tem acesso. Ainda mais, hoje, com a economia em frangalhos.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A Scortecci publicou os três últimos livros do grupo JuizesPoetas@. Dos dois últimos fui parceira na Coordenação, com um colega aposentado que já publicara por essa editora. Então, a Scortecci já era nossa antiga conhecida.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Penso que meu livro merece ser lido, sim, pelo retorno que tenho dos primeiros leitores dessas crônicas. E são muitos, depois do lançamento virtual. A leveza dos textos agradam neste momento de recolhimento, em face da pandemia. Todos estão necessitados de humor, alegria e leveza.
Um leitor, por exemplo, disse assim: Acabo de concluir a leitura de Acendendo estrelas. Sorri, gargalhei, me emocionei, refleti... Sua escrita é clara, limpa, profunda. Meus sinceros parabéns pela obra.
Minha mensagem para os leitores: Que sejamos todos acendedores de estrelas, com nosso trabalho, nossa alegria e solidariedade. Cada um tem um brilho especial dentro de si que precisa ser descoberto.

Maria Cristina Andersen
Blog do Escritor

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