Valter Luiz Peluque

Valter Luiz Peluque ao se aposentar do TRT de São Paulo, aos 60 anos  passou a preencher seu tempo, entre outras coisas, com a escrita, uma atividade que sempre o motivou mas até então não a havia tornado literatura.
O romance O Reverso da Sorte foi o primeiro que desenvolveu inteiramente, partindo de personagens reais que viveram em Taubaté/SP, na virada do século XIX para o século XX. Impressionado com os fragmentos que conhecia da vida de tais personagens, dedicou-se a recriá-las, situando a história na década de 1920, colorindo-a com os acontecimentos de época na cidade do Rio de Janeiro.
Natural de Leme/SP, Valter chegou à capital São Paulo aos 17 anos, cidade em que reside desde então. Desde a infância apaixonou-se pelos livros, sentindo uma inclinação especial aos romances que investigam a alma humana, com particular apreço às obras de Thomaz Mann.

O Reverso da Sorte
Seria a sorte um acaso aleatório, um desejo persistente, um destino, ou apenas uma brincadeira da vida? A fortuna atende os apelos de quem a solicita? Ou vende seus favores pelo preço da tormenta em seu reverso, como um Mefistófeles? Manuel é um professor escolar e músico insatisfeito com sua vida rotineira numa província interiorana. Casa, profissão, família não lhe preenchem os anseios da alma. Ele acredita na sorte que se busca na força do querer e que se obtém para regozijo de todos os desejos. Ela, antes fazendo troça, atende ao seu chamado e vem, dúbia, cheia de promessas e também de insidiosos abismos. É nesse fascinante caminho aberto pela sorte que Manuel, junto à sua amante Corina, irá percorrer o amor, a riqueza e a extravagância dos sentidos. E será neste mesmo caminho em avesso que ambos irão escorregar para a perdição da miséria, da doença e do desespero, de onde irão encontrar, por fim, a redenção. A história que segue foi inspirada em personagens e fatos reais.

ENTREVISTA

Olá Valter. É um prazer contar com a sua participação no Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de um drama familiar, uma história verídica cujo cerne eu já conhecia há bastante tempo.  Um professor e músico interiorano que busca na sorte uma fuga de sua vida pacata. A sorte o leva ao amor e à fortuna, mas também à ruína e à tragédia. Aconteceu na virada do século XX, mas transpus a narrativa para a década de 1920, no Rio de Janeiro, um período cultural e socialmente estimulante para desenvolver ambientes e situações. A ideia de narrá-la aconteceu após eu me aposentar do serviço público e ter a escrita como uma opção de atividade. É um drama romântico à moda tradicional, linear, destinado aos leitores que buscam emoções e não necessariamente inovação formal.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O Reverso da Sorte é meu primeiro livro editado. A gente sempre quer escrever mais, embora nem sempre tenha uma boa ideia ou uma boa história para contar. Mas eu tenho outro romance, também baseado em fatos verídicos e naquele mesmo período, passado na zona rural. Está praticamente pronto, mas ainda vou tamborilar. E estou escrevendo minhas memórias de infância e juventude.  Gostaria de escrever algo bem contemporâneo, mas é um projeto a amadurecer. Para lançar o segundo livro  ficamos na expectativa da recepção ao primeiro, né!

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Lamentavelmente, nós passamos para a era digital sem haver criado antes uma sociedade de leitores no Brasil. O mercado editorial é muito limitado e as pessoas leem muito pouco. Quem sabe numa dessas voltas da história, o mundo não redescubra o velho e bom livro impresso e o brasileiro, o interesse pela leitura. Torço para isso. De qualquer modo não pretendo viver de livros, seria suicídio no meu caso.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Foi por intermédio de um amigo, Renato Bicudo, que já havia publicado crônicas e poesias em coletâneas da Scortecci. Eu tinha o livro pronto há dois anos, mas não sabia como publicar, se na Internet ou em papel. Decidido pela segunda, fiz vários contatos e, diante da situação editorial do país, decidi bancar a edição impressa optando pela Editora Scortecci. Gostei do resultado.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, acredito e que meu livro mereça ser lido e espero por isso, como todo autor. Acredito que se trate de uma boa história à que dei também uma boa narrativa enriquecida pelos detalhes de época que pesquisei para situar personagens e ambientes com informações que podem surpreender.

Maria Cristina Andersen
Blog do Escritor

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