Rosimeire Leal da Motta Piredda

Rosimeire Leal da Motta Piredda
Vila Velha/ES – Nascimento: 16 de abril de 1969.
Secretária Aposentada, Escritora e Poetisa.
Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni (MG).
Página Pessoal: https://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=74556
Outros Livros Publicados:
- Voz da Alma - Novembro/ 2005 - Editora CBJE – R.J. (11 Crônicas - 04 Contos - 37 Poesias)
- Eu Poético - Agosto/ 2007- Editora CBJE – R.J. (01 Crônica - 05 Contos - 54 Poesias)
- O Cair da Tarde - Julho/ 2012 – Editora CBJE – R.J. (01 Crônica - 32 Poesias

O Lado Poético da Vida
Poesias estilo sugestivo e metafórico onde a vida interior é revelada por meio de símbolos. Biografia do imigrante italiano Salvador Piredda, que viveu em Santa Teresa/ES, no período de 1922 a 1947 e, de 1947 a 1960 em Vitória/ES, construtor civil, construiu o Bairro IBES (1954) e o cemitério de Santa Inês em Vila Velha/ES (1957), além de outras obras. Contos e crônicas com experiência de vida de quem ascendeu socialmente, o dia a dia de um caminhoneiro e o depoimento de quem se tornou surda e dificuldades enfrentadas pelos surdos em nossa sociedade.

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ENTREVISTA

Olá Rosimeire. É um prazer contar com a sua participação no Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O Livro, O Lado Poético da Vida, meu quarto livro, contém a Biografia de Salvador Piredda, imigrante italiano, que viveu em Santa Teresa/ES, no período de 1922 a 1947 e de 1947 a 1960 em Vitória/ES, construtor civil, construiu o Bairro Ibes (1954) e o Cemitério de Santa Inês em Vila Velha/ES (1957), além de outras obras. No livro há também, poesias em estilo sugestivo e metafórico onde a vida interior é revelada por meio de símbolos, contos e crônicas com experiência de vida de quem ascendeu socialmente (conto real), o dia a dia de um caminhoneiro (conto real), e, o depoimento de quem se tornou surda (conto real, minha história.. explico porque perdi a audição, dificuldades enfrentadas pelos surdos em nossa sociedade).
Os textos foram escritos ao longo dos anos. Havia conteúdo suficiente para compor um livro, então decidi que era hora de publicar.
O livro se destina a todos que desejam refletir sobre a vida, a importância de não desistir, de resistir, insistir, ver o Lado Poético da Vida, apesar de tudo. Os adolescentes se identificam com os meus textos, pois vivem uma fase de autocompreensão, continuamente estão em busca de si mesmo e desvendam seus próprios sentimentos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
É o meu quarto livro. Em minhas poesias desenvolvo o estilo sugestivo e metafórico, semelhante ao simbolismo, quase surrealista, onde a vida interior é revelada por meio de símbolos. Existe a postura romântica centralizada no eu, explorando as camadas profundas do subconsciente e inconsciente: inspirações endereçadas à emoção, envoltas em sombra, em névoa! Porque sempre fui tímida e tinha receio de falar sobre mim claramente, involuntariamente uso objetos materiais e abstratos representando o que sinto. Costumo dizer que meus livros sou eu, ali esta minha alma. Tenho uma doença genética rara, Síndrome De Alport. Não há cura. Demorou vinte e cinco anos para descobrir! Agora que se agravou, para sobreviver e não ficar deprimida, mudei rigorosamente a alimentação, sigo escrevendo minhas poesias e observando o lado poético da minha vida. Exemplo do meu estilo poético, uma poesia do meu livro Eu Poético (2007)

ECOS DE UM EU APRISIONADO
Uma música misteriosa perturba meus sentidos,
transcende o meu entendimento.
Acordou-me com acordes insistentes.
Arrastou minha curiosidade para o secreto do meu íntimo!
Desvendou meus sonhos escondidos.
São sons produzidos pelo meu subconsciente.
Hipnotizou-me através do meu autoconhecimento.
Projetou em meu coração os segredos da minha alma.
Um maestro afinou a sinfonia,
tornando-a cada vez mais compreensível.
Visão fantástica de uma parcela de mim,
presa nos escombros da vida!
Ecos de um eu aprisionado.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Ser escritora para mim, não é uma profissão e sim uma maneira de expressar meus sentimentos. Escrevo e público meus livros como se fosse o meu “Eu” interior que compartilhasse com as pessoas, como se dissesse: "Sou tímida, mas eu existo"!

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Editora através da escritora Maria José Zanini Tauil (RJ) que me recomendou.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Os textos transmitem a mensagem que, apesar das tristezas e dos obstáculos, devemos persistir e ver o lado poético da vida, desistir jamais... vencedores são aqueles que viram a página da tristeza e leem o próximo capitulo e tenham a esperança sempre viva, certo que haverá um novo amanhã.... e se o dia seguinte ainda for sombrio, apesar das lagrimas, seguir vivendo, porque, vamos descobrir que para tudo tem um porquê, e o principal é que nos surpreendemos ao perceber que a resposta está dentro de nós.

Maria Cristina Andersen
Blog do Escritor

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