Neta Mello (Maria Antonieta Figueiredo Mello)

Neta Mello é o nome literário de Maria Antonieta Figueiredo Mello.
É historiadora e escritora. Trabalha com a memória e as histórias dentro da História. Publicou Crônicas Memórias, 2002; Pauliceia Ignorada, 2005; Sem Remetente, 2009 – 2º lugar de ficção pela UBE - RJ / 2010. O silêncio faz parte da resistência, 2012 e Eu não sabia, 2016.

Andrea Pereira de Almeida é designer e artista plástica. Filha de pai brasileiro e mãe americana, nasceu e mora nos Estados Unidos. Pratica corrida, gosta de fotografar e pintar aquarelas ao ar livre. Participou de mostras de jovens artistas em seu país.

Que história é essa, vovó?
Todo mundo gosta de ouvir histórias da infância dos pais. Neta Mello ouviu muitos relatos dos avós e dos pais e passou a contá-los para os filhos, incorporando suas próprias experiências. Há pouco mais de vinte anos, começou a registrar diálogos dos filhos e sobrinhos. Os textos ficaram guardados no computador até o nascimento dos netos, quando ela descobriu que, além das histórias dos livros, eles pediam outras tendo os próprios pais como protagonistas. Nesse diálogo de gerações, surgiram novas narrativas, agora com a participação dos netos.
Ela propôs à artista plástica Andréa Pereira de Almeida que criasse aquarelas para os textos. O resultado é o perfeito encontro entre afeto e imaginação.

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ENTREVISTA

Olá Neta. É um prazer contar com a sua participação no Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Todo mundo gosta de ouvir histórias da infância dos pais. Desde pequena ouvi muitos relatos de meus avós e dos meus pais e passei a contá-los para meus filhos pequenos, incorporando minhas próprias experiências.
Há pouco mais de vinte anos, comecei a registrar diálogos dos filhos e sobrinhos. Os textos ficaram guardados no computador até o nascimento dos meus netos, quando descobri que, além das histórias dos livros, eles pediam outras tendo os próprios pais como protagonistas. Nesse diálogo de gerações, surgiram novas narrativas, agora com a participação dos netos. Fiz uma proposta a minha sobrinha e artista plástica Andréa Pereira de Almeida para que criasse aquarelas para os textos. Assim surgiu Que história é essa, vovó? um livro para crianças e adultos, um encontro entre afeto e imaginação.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Tenho vários livros publicados. Crônicas Memórias, 2002 (Scortecci); Pauliceia Ignorada (Scortecci), 2005 – histórias reais de personagens anônimos da cidade de São Paulo. Sem Remetente, 2009 (Scortecci) prêmio de 2º lugar categoria romance no Concurso de Literatura UBE - RJ / 2010. O silêncio faz parte da resistência, 2012 (Intermeios Editora); Eu não sabia, 2016 (Chiado Editora).
Que história é essa, vovó? é o primeiro livro para o público infantil.
Meu nome inteiro é Maria Antonieta Pereira de Almeida Figueiredo Mello, apelido Neta (nêta). Sou bacharel, licenciada e pós-graduada em História pela PUC-SP. Trabalhei como professora de História e Atualidades em escolas particulares e como voluntária em projetos ligados à educação. Trabalho com a memória, seja ela de um único personagem ou coletiva.
Após a publicação, tenho um projeto para levar o livro para escolas, contar as histórias e mostrar que todo mundo pode escrever sua própria história ou relatos que ouviu em algum momento da vida.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A valorização da leitura precisa partir dos pais, dos avós ou de quem cuida das crianças. Ler para um bebê de dois ou três meses por dez minutos todos os dias, mostrando as figuras, dando entonação às palavras e nomes, é um passo para a formar o gosto pela leitura. Acalma a criança e cria vínculos com quem cuida. Eu me lembro de meus avós e pais contando histórias, dos meus filhos pequenos que pediam repetidas vezes os mesmos livros. Criar o hábito de leitura é dar ferramentas para a vida. Melhores condições da Educação e projetos de leitura em biblioteca, parques, ONGs deveriam ser incentivados pelas grandes editoras.
Não é fácil ser escritor no Brasil. Ainda mais para quem tem mais de 60 anos!
Mandar originais para diversas editoras sem saber se serão lidos e avaliados; receber cartas-padrão de que a obra “não se encaixa no perfil editorial” da empresa. Ter que investir em pequenas tiragens por conta e risco. Deixar os livros em consignação em livrarias (muitas vezes sem receber depois de dois anos!). Essa é a realidade que os autores têm medo de contar. Aprendi a converter meus livros para e-book e coloquei na internet para vender. Banquei traduções que também estão à venda, com preços baixos, para que mais leitores tenham acesso. Em qualquer parte do mundo, escritores são valorizados, convidados para dar palestras. Precisamos mudar a mentalidade de que o escritor, no Brasil, é uma pessoa distante do povo, um intelectual que não conversa com seus leitores.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Em 2002, publiquei Crônicas Memórias pela Scortecci por indicação da Rebra – Rede de Escritoras Brasileiras – da qual faço parte.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Penso que todo livro merece ser lido. A leitura precisa ser agradável, não uma obrigação. A mensagem que o Que história é essa, vovó? procura passar é que todo mundo têm alguma história para contar. As memórias são importantes bases para a construção da individualidade, para a socialização e criação de vínculos.

Maria Cristina Andersen
Blog do Escritor

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