Nildo Maximo Benedetti

Nildo Maximo Benedetti
É mestre em Literatura Italiana pela Universidade de São Paulo (FFLCH) e doutor em Literatura Brasileira pela mesma universidade. É autor dos livros Sagarana: o Brasil de Guimarães Rosa (Ecidade, 2010) por seleção da USP com verba Proex-Capes e Incesto no cinema: raízes psicossociais (All Print, 2015). Escreve semanalmente sobre cinema no jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, São Paulo.

Filmes para pensar
Este livro é uma coletânea de críticas e artigos sobre cinema. As versões reduzidas desses textos foram publicadas semanalmente pelo autor no jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, entre novembro de 2016 e dezembro de 2017. A atividade de colunista do jornal é consequência da atuação de Nildo.
Benedetti como idealizador e coordenador do Projeto Cine Reflexão, atividade cinematográfica realizada na Fundação de Desenvolvimento Cultural de Sorocaba (Fundec), que exibe filmes adequados para discutir e debater Ciências Humanas.
Alguns artigos versam sobre tópicos da arte cinematográfica – cinema e literatura, cinema e questões culturais etc. A maior parte do livro, contudo, é ocupada por críticas de filmes, por meio das quais o autor discorre brevemente sobre temas como psicologia, sociologia, política, literatura e outros.
Assim, o livro é direcionado a qualquer cinéfilo interessado em interpretar filmes de forma mais profunda, mas pode também ser utilizado por professores que desejem exemplificar tópicos das Ciências Humanas em suas aulas.

ENTREVISTA

Olá Nildo. É um prazer contar com a sua participação no do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro é uma coletânea de críticas e artigos sobre cinema. Alguns artigos versam sobre tópicos da arte cinematográfica - cinema e literatura, cinema e questões culturais etc. A maior parte do livro, contudo, é ocupada por críticas de filmes, por meio das quais foi possível discorrer sobre temas como psicologia, sociologia, política, literatura e outros. O livro é dirigido a apreciadores de cinema interessados nesses temas.
A ideia de escrever o livro veio como consequência natural da minha atividade de colunista do Cruzeiro do Sul, de Sorocaba. A atividade de colunista, por sua vez, decorre da minha função de coordenador do projeto Cine Reflexão da Fundação de Desenvolvimento Cultural de Sorocaba (Fundec). A Fundec é uma entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos e é a principal parceira da Prefeitura Municipal de Sorocaba na difusão cultural e na educação artística. É dedicada à formação de profissionais de música e de artes cênicas, administra a Orquestra Sinfônica de Sorocaba e exerce várias atividades ligadas à música e ao teatro. O projeto Cine Reflexão está inserido na atividade de cinema.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Meu primeiro livro, Sagarana, o Brasil de Guimarães Rosa, foi editado por seleção de teses da USP, com verba Proex-Capes. Meu segundo livro versava sobre cinema: Incesto no cinema: raízes pasicossociais
Este Filmes para pensar é meu terceiro livro, mas já estou trabalhando em um quarto livro que ficará pronto no final de 2019 e que também será sobre cinema. Além disso, já plantei árvores e tenho quatro filhos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Defendi minha tese de doutorado em Literatura Brasileira na USP quando tinha 71 anos de idade e já estava aposentado. Hoje estou com 82 anos e meu objetivo continua o de preencher meu tempo com algo que seja útil ao leitor e à comunidade. Meu grande prazer é estudo e escolhi atividades que exigem disposição de tempo e vontade de estudar. Portanto, o advento da Internet e a decadência do hábito da leitura, embora desanimadora a quem dá valor à cultura, não me afeta substancialmente porque, para mim, escrever não é meio de ganhar a vida, mas de envelhecer dignamente. Se umas poucas pessoas conseguirem extrair alguma coisa do livro que as faça pensar sobre a condição de homens e mulheres em sociedade, já me darei por satisfeito e penso que meu esforço terá valido a pena
Penso que a vida do escritor sempre foi difícil e mesmo grandes nomes como Machado de Assis, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e muitos outros conseguiam sobreviver porque tinham outras atividades que lhes garantiam uma renda.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Fiz uma pesquisa no Google e verifiquei que a Scortecci era uma empresa de excelente qualidade. Daí veio minha escolha.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O livro merece ser lido por qualquer pessoa interessada em interpretar filmes de forma mais profunda. É de leitura fácil, porque tenho a convicção de que pensamentos complexos podem ser expressos com linguagem clara, sem perder o rigor da exposição. Todos os conceitos que o livro contém foram extraídos de livros e textos de indubitável valor acadêmico; e sempre que me senti inseguro sobre determinado tópico, recorri a especialistas qualificados. Por isso, o livro pode também ser utilizado por professores que desejem exemplificar tópicos das Ciências Humanas em suas aulas, uma vez que os textos sobre cinema e as críticas dos filmes selecionados possibilitam discussões muito interessantes sobre psicologia, sociologia, literatura, história, relações humanas etc.

Maria Cristina Andersen
Blog do Escritor

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