Marlene Serra

Marlene Serra nasceu e vive no Rio de Janeiro. É mestra em Letras pela UERJ, de onde está aposentada como professora-assistente. Publicou os livros A Floresta Amarela (infantil), Carnaval no Formigueiro (teatro), Momentos (poesia) e Brumas (romance). Escreve literatura de cordel sob o pseudônimo Mauro Maranhão e prepara um próximo romance.

Apenas um tiro
Neste romance, o seu segundo, Marlene Serra nos convida a refletir sobre um dos assuntos mais absurdos do cotidiano carioca: o caso da bala perdida. Centralizada na jovem Vicentina, a trama vai desdobrando a vida dos moradores de um bairro periférico conectados pelos tiros constantes. A autora narra com a visibilidade objetiva dos roteiros de cinema, mostrando-se uma atenta observadora na composição de cada rua, armazém, terreiro, e também uma habilidosa cartógrafa, emaranhando os caminhos das personagens e nos prendendo no enredo, até o fim, pelos fios do suspense policial, do drama familiar e da imanência transcendente das religiões de matriz africana. Apenas um Tiro nos lembra que a violência é quase uma força autônoma narrando os nossos tempos, mas que não detém tão simplesmente o poder de assolar os destinos. O que se detecta pela mão da autora é, também, da ordem da beleza: a incansável resistência da vida.
Ao redor da bala perdida orbitam as vidas de trabalhadores, traficantes, policiais, Orixás. Neste mesmo terreno habitam a desconfiança do valor das palavras e a angústia em testemunhar um ciclo que parece não ter fim.

ENTREVISTA

Olá Marlene. É um prazer contar, novamente, com a sua participação no Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O cotidiano da vida carioca – caso da bala perdida.
A ideia surgiu em observar a vida angustiada das famílias que sofreram e sofrem com essa realidade que parece não ter fim.
A obra se destina ao público jovem, principalmente.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Como professora, mesmo aposentada, mantenho vivo o meu projeto de pertencer ao mundo das letras, observando, analisando e levando, se possível, alguma luz para modificar o conceito de violência que domina o nosso conceito atual.
Não é o meu primeiro livro, mas espero escrever muitos, sempre com o objetivo de retratar momentos de vidas brasileiras.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É realmente lamentável a nossa realidade de poucos leitores. A leitura é desvalorizada e a Educação no Brasil - abandonada.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Uma professora, amiga minha, que mora em São Paulo, me indicou essa editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O meu livro merece ser lido, porque representa uma suave luz nesses tempos difíceis, em busca da resistência ao mal e um apelo às forças dos Orixás.

Maria Cristina Andersen
Blog do Escritor

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