Thereza Helena Perbeils (Thereza Helena Perbeils Marchon)

Thereza Helena Perbeils é o nome literário de Thereza Helena Perbeils Marchon. É de Niterói/RJ. Cursou Letras (Português/Inglês) e Direito. Foi professora da rede pública de ensino e continua atuando no serviço público. Tem três filhos e três netos e foram eles que lhe forneceram a matéria-prima e o ânimo para se lançar a esta divertida aventura piolhesca.

Os piolhos de Bebel
Esta história surgiu num dia em que cheguei à casa de minha filha no exato momento em que ela acabara de descobrir a causa do coça-coça na cabeça de sua filha Isabel: uma multidão de piolhos se atropelava por entre os cabelos compridos e cacheados daquela garotinha de 7 anos. Em Os piolhos da Bebel conto aquele dia sinistro.
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Os piolhinhos da Sofia
Neste segundo livro, conto a volta trufante dos piolhos que, expulsos da cabeça da Bebel, reaparecem nos cabelos da Sofia, sua irmã menor, desvendando o curioso lugar para onde novamente são expulsos e as cabeças famosas que já haviam visitado.
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ENTREVISTA

Olá Thereza Helena. É um prazer contar com a sua participação no Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Olá, pessoal!
O prazer de estar aqui também é meu!
Serão lançados dois livros ao mesmo tempo: Os piolhos da Bebel e Os piolhinhos da Sofia. Portanto, as minhas respostas à entrevista dirão respeito a eles dois.
A história Os piolhos da Bebel conta o turbulento dia em que a mãe da Bebel, uma garotinha de 7 anos e de longos e fartos cabelos encaracolados, se depara com a infestação de piolhos na cabeça de sua filha. Como os piolhos viviam? O que faziam? De que maneira e para onde a mãe da Bebel conseguiu expulsar esses bichinhos tão conhecidos e indesejados? É por aí que se desenrola a história.
Em Os piolhinhos da Sofia conto a volta dos piolhos que, expulsos da cabeça da Bebel, retornam, aliviados e saudosos, aos cabelos da Sofia, a irmã menor. Com o reaparecimento dos insistentes piolhos é revelado o curioso lugar onde estavam e para onde, novamente, são expulsos e, também, de quem são as cabeças famosas visitadas por eles ao longo de toda a História (com H maiúsculo mesmo!).
Bem, a ideia de escrever os livros não foi minha intenção imediata.
Escrevi os textos pensando apenas em registrar as cenas tumultuadas e muito divertidas das quais havia participado durante uma visita costumeira de avó.
Algum tempo depois, minha filha, mãe das duas meninas, resolveu desenhar as cenas escritas.  E estes desenhos, tão artesanais e vibrantes, trouxeram aos textos aquelas cenas e vestiram, divertidamente, as histórias.
Textos prontos e ilustrações feitas, sem que nos déssemos conta, tínhamos, em mãos, o esboço de dois livrinhos infantis, de certa forma ligados entre si, diria, por laços de sangue -  de nós quatro e ... dos piolhos.
Como deixar tudo isso esquecido no fundo de uma gaveta? Ah, isso não!
Resolvemos, então, arregaçar as mangas e buscar maneiras para transformar textos e desenhos soltos no produto livro.
Num primeiro momento, imaginei que os livros pudessem se destinar a crianças de 7 anos, por aí. Ao mesmo tempo, muito claramente, também imaginava adultos lendo as histórias para suas crianças pequenas, interagindo com elas, compartilhando imaginação, curiosidades, indagações e diversão.
Na verdade, o que acho mesmo é que livros infantis agradam a todas as pessoas, não só às muito pequenas quanto às senhoras e senhores de qualquer idade. Isto pela mais simples e óbvia das razões: todo adulto foi criança um dia e, como tal, experimentou as peculiaridades do universo infantil e é provável que tenha esse registro bem guardado num cantinho da memória, ainda que, em muitos casos, não tenha sido um registro, talvez, cor de rosa.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Realmente, não sei responder.
Quem gosta de escrever não consegue parar.
Ideias, observações, conflitos, angústias, curiosidades, alegrias, esperanças, emoções vão sempre parar numa folha de papel, ou na tela de um computador, atualmente. É o que, usualmente, acontece comigo. Escrever é, para mim, uma das formas em que me conecto, me organizo, me divirto, me entendo, me desabafo.
Sobre os textos que tenho guardados, não nutro ansiedades ou expectativas sobre o que mais poderão vir a ser um dia. Melhor deixar seguirem, naturalmente, seu rumo.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Com toda certeza, não deve ser nada fácil. Pude ter uma breve ideia sobre isso ultimamente.E, em se tratando de novatos, que ousam penetrar nesse universo, unicamente com a cara e com a coragem, beira quase o impossível.
Por outro lado, tenho observado que as crianças e os adolescentes estão lendo bastante, ultimamente. Arrisco até um palpite. Acho que está próximo o dia em que uma criança, ao ser convidada a brincar, prontamente pegará seus brinquedos: uma bola, carrinhos, super-heróis, jogos eletrônicos e ... livros (na sua modalidade física ou eletrônica, não importa).

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Com toda certeza, não deve ser nada fácil. Pude ter uma breve ideia sobre isso ultimamente.
E, em se tratando de novatos, que ousam penetrar nesse universo, unicamente com a cara e com a coragem, beira quase o impossível.
Por outro lado, tenho observado que as crianças e os adolescentes estão lendo bastante, ultimamente. Arrisco até um palpite. Acho que está próximo o dia em que uma criança, ao ser convidada a brincar, prontamente pegará seus brinquedos: uma bola, carrinhos, super-heróis, jogos eletrônicos e ... livros (na sua modalidade física ou eletrônica, não importa).

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Bem, Os piolhos da Bebel e Os piolhinhos da Sofia contam histórias de cabeças piolhentas. E piolhos são velhos conhecidos de muitas cabeças mundo afora. Acho que todos nós, em algum momento, tivemos contato com bichinhos tão insistentes e perturbadores como são os piolhos.
Sobre a minha mensagem diria: Combatam firmemente os piolhos, ao mesmo tempo em que se divirtam com estas duas histórias.
Obrigada, gente!

Maria Cristina Andersen
Blog do Escritor

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