Washington Luis de Resende

Washington Luis de Resende nasceu na cidade de Barretos e morando em São Paulo há mais de trinta anos, escrevia poesias desde a adolescência, tendo publicados dois livros (O trem dos meus dezoito anos e Amor na tecla pause) com esse tema. Agora aposentado, resolveu aventurar-se em um romance retratando a sociedade ainda muito conservadora, nos inesquecíveis anos oitenta.

O Bigato da Goiaba
A descoberta de uma carta anônima traz à tona uma história de amor vivida há mais de trinta anos, no começo dos anos oitenta, quando um adolescente se vê diante da síndrome do amor pela professora e não deixa que fique somente no imaginário. Ele ignora a sua condição de casada, com quatro filhos, ao lhe confidenciar o sentimento enviando cartas anônimas e poesias. Sentindo-se emocionalmente negligenciada no casamento, ela se encanta com os textos apaixonados e começa a nutrir um amor pelo autor desconhecido. O que fazer quando descobre que é praticamente um garoto, e seu aluno? Lutar contra todos os parâmetros morais rígidos com que fora criada e se entregar ao amor que idealizava desde menina? Ignorar tudo e permanecer na mesma estrada que já traçar a no seu destino? Uma mulher mais velha pode amar um homem mais novo livremente?
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ENTREVISTA

Olá Washington Luis. É um prazer contar com a sua participação no Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O bigato da goiaba é uma história de amor entre um adolescente e uma mulher casada, de 30 e poucos anos, ambientada nos anos oitenta e rediviva com a descoberta casual de uma carta anônima em 2013. A narrativa transita entre o passado e o presente trazendo à tona os conflitos emocionais de ambos ao perceberem que o amor não vai aceitar ficar trancafiado no porão dos amores impossíveis. É um drama em que os improvisos da vida, vêm questionar escolhas e convicções, onde razão e emoção travam uma batalha constante. Quis escrever uma história de amor, mas diferente, em que a mulher é bem mais velha, para mostrar que a paixão não tem nenhuma lógica e nenhuma verdade é absoluta. Quis fugir dos clichês, mas o que é o amor, senão o maior dos clichês? É uma ficção romântica para adultos, com um leve erotismo, quase sublimado.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O bigato da goiaba é o meu terceiro livro, porém, o primeiro em prosa. Já havia escrito anteriormente dois livros de poesias, (O trem dos meus dezoito anos e Amor na tecla pause), e quis testar a minha capacidade em desenvolver uma história que não dependesse apenas de inspiração, mas de um trabalho quase diário. A poesia está inserida em O bigato da goiaba no fim de alguns capítulos, fechando-os, fazendo parte do contexto. A minha intenção é no ano que vem, 2017, escrever outro romance.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida de escritor no Brasil é muito difícil, por isso, escrevo por puro prazer, pensando sempre em atingir muitos leitores, porém não me iludindo com isso. Os autores nacionais não são valorizados e as grandes editoras preferem sempre autores estrangeiros ou celebridades, infelizmente.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Já conhecia a editora e alguns livros lançados por ela, mas tive um contato mais direto com uma representante na Bienal de São Paulo de 2016. Com um cartão e o prospecto em mãos, enviei um e-mail e daí as coisas caminharam rapidamente, pois o livro já estava finalizado.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Eu o leria, com certeza, mas o feedback dos leitores é o mais importante, sempre. Toda história de amor contada sempre nos ensina alguma coisa, mesmo que seja nas entrelinhas.

Maria Cristina Andersen
Blog do Escritor

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