BOM DESPACHO 300 ANOS / Fernando Humberto de Resende

“Bom Despacho 300 anos: Homens que a construíram”.  O título – Bom Despacho – um lugar. 300 anos – o tempo da narração. Homens que a construíram – todos que aqui nasceu ou nasce, viveu ou vive e que independentemente da idade ajudaram a construir um lugar melhor para se viver. Enriquecido com um acervo de dez mil fotos e mais de mil pessoas foram entrevistadas. Tomo I – 1715 a 1912 –  O livro narra o período (1715 a 1880) que arraial de Bom Despacho pertencia Pitangui. Era o ano de 1709. A notícia de ouro correu célere e assim, nasceu: “A Vila Nova do Infante das Minas de Pitangui”. Que foi município-mãe de mais de quarentas cidades do Centro-Oeste Mineiro e tinha uma extensão territorial de 24.000 Km 2. A desconhecida Revolta da Cachaça e muitas outras contra a excessiva carga tributária. A Inconfidência Mineira, A Revolução da Paraíba, a Independência do Brasil, a Guerra do Paraguai e qual foi a participação dos bom-despachenses? Como surgiram os povoados? Os silvícolas habitavam a região do Centro-Oeste Mineiro e a população de então pertencia a Capitania de São Paulo, mas os moradores denominavam a região de: "Minas Gerais dos Cataguases". Este livro narra como os índios viviam, seus costumes, sua cultura e o legado que nos deixaram. A atual etnia dos Kaxixó da cidade de Martinho Campos precisa ser pesquisada, ter seus direitos reconhecidos e imortalizada. Muitos entrevistados me disseram: "Minha avó, ou minha mãe foi pega no laço por um português". O livro descreve a importância do africano - "negro", não apenas como mão-de-obra, mas em diferentes aspectos socioeconômico, social, cultural, religioso e na formação da identidade brasileira. O preconceito, o rejeitar, o rebaixar, menosprezar um ser humano por uma sutil diferença de cor de pele? Mas é preciso ouvir, entender, compreender os dois lados: o que diz o fazendeiro? O que diz o escravo? Até os dias atuais, principalmente após o êxodo rural. Pesquisar, conhecer, admirar, respeitar os guetos (Tabatinga - bairro de Bom Despacho onde os negros eram a maioria), a macumba, o feitiço, as mandigas, a capoeira, o dialeto do Negro da Costa, o Reinado (a fé em Nossa Senhora do Rosário) e em São Benedito e Santa Efigênia. Os anos que os negros foram proibidos de manifestar sua fé, suas crenças. Os Bandeirantes chegaram desbravando o sertão bravio e encontraram muitos quilombos de negros fugitivos da Bahia e salteadores de beira de estrada. Foi preciso organizar diversas expedições para expulsá-los, pois os sesmeiros não conseguiam fixar-se na região. Primeiro veio a guerra, depois uma certa paz. Mas o sertão era inóspito, como dizia João Guimarães Rosa: "o sertanejo é antes de tudo um forte". Os portugueses que fixaram no Centro-Oeste Mineiro queriam casar, mas não encontravam moças casadouras. Como resolveram essa questão? Casando com uma prima em Portugal ou importando uma portuguesa. Numa fazenda tinha uma família, na outra um primo, os casamentos entre eles e o problemas da consanguinidade. Assim se formou o bom-despachense: índio, negro e português. A Segurança pública, as tropas de ordenanças, as milícias, os Dragões da Inconfidência, a Guarda Nacional - o "Coronelismo Institucional". Origens das Câmaras Municipais que exerciam os três poderes: executivo, legislativo e judiciário e sua importância na organização das comunidades. As Damas do centro-oeste mineiro, Joaquina de Pompéu e Maria Tangará, foram as genitoras das maiorias dos atuais mineiros, sua importância no desenvolvimento da região, o mito e a epopeia que construíram. O Orago de Nossa Senhora do Bom Despacho do Picão, por que o nome Bom Despacho? A extrema religiosidade dos portugueses, suas superstições e extrema confiança em Nossa Senhora, como a cultuavam? Essa fé foi um dos alicerces que sustentou, a criação, o desenvolvimento, a emancipação político-administrativo de Bom Despacho e mudou o desfecho de muitas lutas que os bom-despachenses empenharam. A 1ª sesmaria em 1715, abrangia grande parte do atual território de Bom Despacho. Cinquenta anos mais tarde Luís Ribeiro da Silva para reconhecimento oficial da capela rústica de sapé e torná-la pública ofertou ao patrimônio de Nossa Senhora do Bom Despacho parte de sua fazenda e concretizou a ereção da primeira e modesta ermida. O Distrito do Engenho do Ribeiro, a importância socioeconômica do engenho de cana, ali instalado. A importância da educação, a mestra Maria Guerra Campos que conseguiu alfabetizar um surdo-mudo e toda a comunidade, que foi a primeira do Brasil a ter luz de vapor de mercúrio iluminando suas ruas. A cidade de Dores do Indaiá, os fundadores, tempos em que o Rio São Francisco chegava a ter 12 metros de largura no tempo das águas. Como a quebra da bolsa de valores de 1929 afetou sua economia? Em 1881 Bom Despacho passou a ser Distrito de Santo Antônio do Monte. A Guerra da Independência de Bom Despacho. A chegada dos italianos, seu sangue quente, seu ardor missionário, o patriotismo. A chegada dos libaneses. A criação da Diocese do Aterrado. “Em 31 de março de 1912 fez-se a eleição dos vereadores à Câmara Municipal de Bom Despacho. A instalação da Vila, conta Sílvio Gabriel Diniz, foi precedida de ruidosas e marcantes festividades. Na noite de 31 de maio de 1912 houve iluminação geral da Vila, passeata com fogos de artifícios e música. Numerosos oradores despejaram patrióticos discursos”. Na madrugada de 1 de Junho de 1912, sob uma salva de 21 tiros, despertando a população da Vila. Procedeu-se neste dia a instalação da Câmara, para qual foi eleito Presidente, em 31 de março, o Cel. Faustino d'Assumpção - grande benemérito da terra e político prestigioso. Como oficial Vigário Nicolau, pronunciou aplaudidíssimo discurso.

Fernando Humberto de Resende nasceu em Bom Despacho (MG) em 4 de outubro de 1963, filho de Geraldo Ribeiro de Resende e Zilah Gontijo Resende. Casado com Edna Aparecida Espírito Santo Resende, tem uma filha: Naira do Espírito Santo de Resende.
Estudou nas escolas estaduais Miguel Gontijo (1ª e 2ª série), Coronel Praxedes (3ª e 4ª série) e Wilson Lopes do Couto (5ª a 8ª série), e na Escola Técnica Federal de Goiás – Curso de Eletrotécnica (2º grau). Graduou-se em 26 de julho de 2011 como tecnólogo em Gestão Pública pela Faculdade de Tecnologia Internacional. É funcionário efetivo da Prefeitura Municipal de Nova Serrana desde 2008. Escreveu artigos para o jornal O Bom Despacho com o pseudônimo de El Terrível em 1978. Participa ativamente da Associação Comunitária do Bairro São José e da Igreja Matriz de São José. Apresentou algumas peças de teatro na Escola Estadual Wilson Lopes do Couto. Publicou o livro A Saga dos Resende & Gontijo em 2013, tendo realizado eventos de lançamento em 2013, 2014 e 2015 em vários estados, como Goiás (Goiânia), Minas Gerais (Bom Despacho, Chapada, Santo Antônio do Monte, Lagoa da Prata, Luz, Moema, Divinópolis e Nova Serrana), Espírito Santo (Vitória) e Distrito Federal (Brasília). Recebeu Moção de Congratulação da Câmara Municipal de Bom Despacho, no dia 12 de novembro de 2013. Recebeu congratulação da Mitra Diocesana de Luz. Concedeu entrevista à TV Candidés de Divinópolis em 11 de março de 2013. Foi homenageado na coluna do Professor Tadeu de Araújo Teixeira do dia 26 de janeiro de 2014, como escritor revelação de 2013. Publicou artigos no Jornal de Luz (29 de novembro de 2013 e 6 de dezembro de 2013), jornal Agora de Divinópolis (26 de fevereiro de 2014), Jornal Serranense, Opinião Lilian Camargo (março de 2015) e jornal O Popular de Nova Serrana (n. 829, de 9 a 11 de maio de 2015).

Serviço:

Bom Despacho 300 Anos:
Homens Que a Construiram
Tomo I: Dos Primórdios do Arraial de Nossa Senhora do Bom Despacho (1715) à Emancipação Político-Administrativa
Fernando Humberto de Rezende

Scortecci Editora
História
ISBN 978-85-366-5458-4
Formato 16 x 23 cm 
408 páginas
1ª edição - 2018
Preço: R$ 70,00

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home